Formação
A santidade cristã no músico.

Todos somos chamados à santidade. Deus em sua infinita bondade nos dá gratuitamente. Vivemos dias de tanta iniqüidade e injustiça a ponto de nos esquecermos do relato Bíblico do Gênesis: Deus nos criou à sua imagem e semelhança. O Santo dos santos, o Justo dos justos não pensou em criar-nos de outra maneira a não ser para a santidade.


Porém o pecado, o distanciamento do amor de Deus, gerou em nos toda sorte de desajustes e perversões. Então vamos afundando em um mar de lama perdendo a referência inicial da criação divina. E tudo se torna "normal". Nada mais é pecado. Tudo é permitido. Cito de cabeça um discurso do Papa João Paulo II: o grande pecado do homem moderno é ter perdido a noção de pecado.


Vem daí a necessidade de propagarmos a graça sacramental da confissão individual ou reconciliação. O sacerdote, representando a figura de Jesus misericordioso, um cirurgião trabalhando em nossa alma. É como uma UTI de um hospital recebendo um moribundo, desenganado surpreendendo todos ao sair de pronto; forte, curado e restabelecido.

Não há caminhada para santidade que não comece no sacramento da confissão e tenha nele seu combustível permanente, seu alimento constante.

Não podemos nos santificar por nossos méritos. É obra dele. Nisso reside à heresia das religiões espíritas: o homem se purifica pelas reencarnações e pelos seus atos de bondade. O mérito é meu, não de Deus. A santidade é moeda de troca. Não há necessidade de um Deus feito homem vir ao mundo se encarnar no seio de uma Virgem, viver, morrer e ressuscitar por mim. Temos claro que santidade é fruto do infinito amor de Deus por nós.

Pela morte de cruz o Senhor nos transportou das trevas à luz (Col 1,13). 

 

Ele é o Santificador. Assim, com o Batismo, recebemos a graça santificante, a adoção filial sendo apagada em nós a mancha do pecado original e pela confissão restabelecemos em nós as feições do criador conforme seu desígnio e vontade relatados na narração do Gênesis.

Como antes de músicos somos filhos de Deus, ele nos chama à santidade. Ela é condição essencial ao pleno efeito de nosso ministério. Sem santidade não há unção. Sem unção nosso ministério é vazio.

Quantos de nós nos perguntamos de porquê de nossos ministérios não progredirem. Esse é um bom ponto de partida para nossa reflexão. 

 

Olhando para os vinte anos de minha caminhada com o Senhor tenho claro que não há santidade sem renúncia e combate espiritual. É um duro e trabalhoso processo que se completa dia a dia, na fidelidade e na vivência das bem-aventuranças. "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me" (Mat 16,24).

O caminho da santidade passa pela cruz. É tarefa de corajosos. O mais fácil é seguirmos nossas paixões e impulsos. Duro é resistirmos, batalharmos pela santidade. Nisso se completa a obra de Deus em nós. 

 

Ele é o santificador, nós somos os cooperadores na sua tarefa permitindo sua graça agir em nós. "Deveis ser perfeitos como vosso Pai celeste é perfeito" (Mat 5,48).


Enfim, nosso combate tem como modelo à própria figura do Cristo Jesus, um com o Pai, e de Maria nossa Mãe, aquela chamada Serva do Senhor. 

 

Com humildade, confiança e perseverança tenhamos a santidade como farol a perseguir, meta a alcançar em nossa caminhada rumo ao Céu.

Magrão - Banda Nova Geração